É bem provável que você faça uma imagem de mulher delicada, frágil e virginal dessa mulher. Bom, não é bem assim. Na realidade, não é nada assim. As virginianas fazem coisas que nós nunca esperaríamos que elas fizessem. Não é que elas sejam imprevisiveis. Elas agem naturalmente, você é que enxerga errado.
É realmente de ficar de queixo caído com a capacidade das virginianas de ser absolutamente o oposto do que a sua aparência indica. Ela é capaz de enfrentar sozinha um mundo hostil, desbravar o último pedaço virgem da amazonia e procurar pela última espécie de arara azul só para provar que elas ainda existem. Elas parecem porcelana, mas a espinha é de titânio.
Eis o seguinte. A mulher de virgem tem uma visão clássica do amor. E ela é tão pura quanto as águas que nascem nos alpes suíços. Portanto se os olhos dela enxergarem em você imperfeições que batalham com um amor sem falhas que ela acredita ter conhecido ontem, ela não vai hesitar em romper laços antigos. E quando a virginiana termina um relacionamento, o que é fatalmente doloroso, não vê porque amenizar seu corte cirúrgico com anestésicos. Dor dói, não importa o quanto. E o seu conceito de relacionamento é mais coerente e irrefutável do que qualquer documento legal. Ela sabe ser mortalmente prática e divinamente romântica, ao mesmo tempo.
Quando marcar um encontro com a sua amada virginiana, tome o cuidado de não se atrasar. Elas são as discipulas da organização, eficiencia e pontualidade. Não se atrase a menos que queira estragar as coisas. Elas não vão fazer estardalhaço e muito barulho. Mas as virginianas sabem ser beeeeem desagradáveis. Dou a solução: colha algo da natureza para presentea-la, admita o erro e não discuta mais. Você não pode vence-la. Espere. Espere. Espere. Pronto, ela está ótima de novo e nem importa quem venceu.
Treine em casa algumas palavras antes de lidar com virginianas que prezam por uma boa gramática. Não seje, nem menas e nada pra mim dizer. É fundamental. Esteja bem aprensentado, cabelo e barba no lugar, todo trabalhado na impecabilidade. O senso dela de limpeza e organização transita em todos os lugares, inclusive em você.
Não a atormente apertando-a por ai, não fique de beijos demais, não faça espetáculos. Com a virginiana é devagar, graciosamente e com charme. Uma vez que você a tenha, elas serão fiéis assim como são leais a sua idéia de amor e relacionamento. Se ouvir de alguma virginiana que ela traiu alguém, é muito provável que tenha durado muito pouco e aconteceu apenas para ela provar algo para si mesma. Se elas cometem deslizes, sabem enconbri-lo com maestria.
Mas apesar da meticulosidade aborrecida, da chatisse dos dias de chatisse e de seu poder de criticar sem medo, o que você faria sem essa virginiana, né verdade? Há algo de louvável em sua precisão e exigencias. Inegavelmente te faz alguém melhor. O jeito tímido e olhos convictos reservam uma inteligencia encatadora impossivel de resistir, principalmente depois que ela esboça um sorriso e, de repente, parece que ela não é nada mais que nada.
Mas para alguém que ama esta espécie e, principalmente, sente a mão dela em sua própria vida... ela é tudo.
Sutilmente indispensável.
terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
acordei lembrando de suas frases mal feitas. digo mal feitas porque me perturbaram demais, deixam meu sono leve, minha manhã esticada, minha cabeça só sua. tudo o que eu faço por você é rebatido melhor. você faz com que eu me esforce demais, me esforce pra não ser pisoteada. você é gigante. eu tenho medo de deixar passar, e então você estaria quilômetros à frente. eu quero ficar ao seu lado. no entanto, você corre demais, triste reclamar com o coração.
sábado, 28 de maio de 2011
eu sei que você em alguma hora vai ferrar com tudo novamente, é da sua natureza agir como um idiota e depois se arrepender. admito que ás vezes eu que ferro com tudo, não nego isso, porém eu faço por insegurança, medo e já você faz para se mostrar, ou seilá o que. só que agora está tudo lindo entre nós, mas já já vem um tornado sinto isso, já já vai foder tudo de novo e novamente eu estarei chorando feito uma criança de cinco anos. mas não quero estragar isso que a gente tem agora, eu quero aproveitar até acabar. e eu espero, do fundo do meu coração, que esse seu surto de amor, dure para sempre. espero estar enganada o que já sinto sobre isso.
sou carente pra caralho, preciso de atenção, de cuidado, de carinho. não vou me importar se você quiser me abraçar sem pedir, segurar minha mão e entrelaçar meus dedos nos seus ou fazer cafuné na minha cabeça. não vou ligar se você quiser ignorar todo mundo e falar só comigo. posso até reclamar porque você me acordou se você me ligar de madrugada só pra ouvir minha voz ou mandar uma mensagem às 3:00 da manhã dizendo que tá pensando em mim, mas depois eu vou sorrir lembrando disso... aprendeu?
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amigos homens podem até não saber dizer coisas mais bonitas e reconfortantes quando você estiver mal, mas sabem dar um abraço apertado como ninguém mais. servem pra fazer ciúmes no garoto que você gosta, te proteger de outros caras e com certeza não vão roubar o seu namorado. vão ficar putos de raiva se algum garoto te magoar, e às vezes vão até falar “eu te avisei”, mas sempre vão te dar ombro pra chorar. serão qualquer coisa que você precise, e a qualquer hora. não falam mal de você pelas costas, mas vão te sacanear pra te roubar um abraço depois. eles não se importam se você estiver mal arrumada, com a roupa que levantou da cama, com o cabelo bagunçado ou sem maquiagem. também não ligam se você não souber o que é impedimento, não gostar de vídeo game ou não entender de carros, porque já vão estar cansados de explicar e você não entender. um amigo homem, vale mais que dez meninas, juntas.
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amo que o fato de quando estamos juntos, conversar, e contar minhas coisas, é tão fácil, simples e natural quanto respirar.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
minha lâmpada de cabeceira está estragada. não sei o que é, não entendo dessas coisas. ela acende e, sem a gente esperar, apaga. depois acende denovo, para em seguida tornar a apagar. me sinto igual a ela, também só acendo de vez em quando… sem ninguém esperar, sem motivo aparente. para a lâmpada pode-se chamar um eletricista. ele dará um jeito, mexerá nos fios e em breve ela voltará a ser normal, previsível. mas e eu? quem desvendará meu interior para concertar meus defeitos?
tenho lido muito. quando leio certas coisas, me vem algo, nem chega a ser uma esperança, penso: “talvez eu pudesse… se outros puderam, afinal… talvez eu pudesse também…” por alguns segundos, quase tenho certeza de que eu poderia também criar outras vidas, inventar histórias, enredar-me em outros problemas além dos meus. é só um instante. para escrever, eu acho, é necessário um desligamento muito grande, um distanciamento enorme de si próprio e das coisas que rodeiam a gente.
no meio do nada, você apareceu. me olhou, sorriu, e eu fiquei muda. muda. você e o seu sorriso lindo. eu e minha falta de palavras. eu te olhava e você caminhava. caminhava em minha direção e sorria. falta de espaço, falta de frases, falta de ar. ai, meu Deus, me deixa viver agora. eu preciso morar, dormir e acordar com esse sorriso. esse sorriso lindo que duraria uma vida se você quisesse. e você não parava de sorrir e apertava os olhos. grave. grave! seus olhos rasgados, me olhando. seu sorriso de um minuto, dez anos, cinco horas. você parou de repente e tudo em volta também. parecia um filme. um filme que eu nem sabia a fala. mas eu não tinha fala e você me olhava. vai, engole esse sorriso que não é seu. come as palavras dele. ae alimenta. e lá estávamos nós. mudos. e nosso silêncio que tanto dizia.
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