sábado, 30 de julho de 2011
vomitando, palavras, claro.
tive receio de me animar demais com esse seu surto de carinho, ainda assim me importei, sem cautela alguma. bizarro como o estômago se contorce para nos alertar sobre o fato de estar tudo errado. você o ignora e então suas mãos começam a suar, pedindo pra que você pare o quer que esteja fazendo. ao passar por cima destes sinais tudo o que resta ao teu corpo é mandar inúmeros espasmos às pernas, num movimento que se aproxima do ridículo. nada que frases bem fofas não te levam novamente a pensar que está fazendo a coisa certa. ai do nada, você cai, como um mortal de costas, um salto duplo twist carpado que deu errado, mas cai feio, daqueles tombos que você precisa até recompor os pensamentos, onde está e como aconteceu. o problema é que só estatelada em solo é que se percebe o tombo. aí então, meu amigo, eu diria que é um pouco tarde. tentarei abrir os olhos, tentarei guardar um pouco mais de ar. alguma coisa eu aprendi, só me resta descobrir o que.
nosso amor? eu entrego às causas perdidas
eu não quero mais olhar só para o seu rosto, eu não quero mais ouvir só o que sai da sua garganta. você chega e eu enxergo uma boa alma. você fala e eu ouço um bom coração. já tive a oportunidade de ser a estaca que ataca e machuca o seu coração e não fui. em todos os seus crimes eu exijo o meu perdão. eu o amo com todas as forças, abrangendo seus erros e tropeços, e não é mera solidariedade. é precisão. é um desafio que ninguém, além de mim, foi capaz de encarar. e agora eu lhe pergunto: do que é que você tem medo? você não vai passar do chão nem furar a atmosfera. o único lugar em que você pode se acabar é nesse precipício que está dentro de você. e é isso o que você faz. pelo criminoso culpado, por cada beijo que não foi roubado, por cada gesto de afeto poupado, pelos caminhos que foram maldosamente traçados: eu ponho meu coração na sua mão.
acho que descobri de onde viemos: da confusão. você não precisa somar os fatos comigo, se não quiser. um descanso vale mais que uma compreensão, às vezes. o meu lugar pra chorar é encostando a cabeça em seu ombro e o meu maior medo é que você não me cure da febre que a vida provoca. eu não consigo mais ouvir piano, pois me dá uma vontade sem tamanho de chorar. eu me tornei sentimental, o que para alguns significa que tenho frescura, mas você sabe que isso não é verdade. quase sempre eu desvio os olhos para falar com alguém, porque todo mundo está no limite, meu amor, eu sinto. nunca mais assisti a um filme de terror, eu não quero ser mais desconfiada do que já sou e espero que bons sonhos invadam minha noite. não acredito em monstros, mas ainda assim preciso me proteger. e eu era tão forte, amor, mas você não me conheceu desse jeito. você me descobriu naquele dia em que eu recitei uma frase meio deprê, naquela hora em que eu cantei uma estrofe pesada, naquele instante em que eu afirmei que a tristeza era minha amiga. você não me deixou escapar e me deu sua mão. e agora, eu sei, a gente veio mesmo da turbulência. a gente só dá certo enquanto precisa se apoiar, enquanto eu falo sobre minhas desgraças, enquanto você chora suas dores. e eu nunca disse que precisava de paz ao seu lado. eu não me importo mais, eu juro. eu não me importo se por acaso perdemos a chave do nosso abrigo. já acostumei com a chuva. acha mesmo que gota de água me dá medo depois de tanta lágrima? você me renova a fé.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
e chega uma hora que os sentimentos acabam. você se cansa de ter que sofrer toda hora. as pessoas fazem com que você se torne uma pessoa fria. uma dessas que raramente se importa com os outros. uma que desacredita na possibilidade de alguém a fazer feliz. uma que finalmente aprende o que é amor próprio. seu coração parece ter congelado. faltam sentimentos. você finalmente desiste do amor, e vai ter uma relação consigo mesma. sem dor, sem mágoas, sem ciúmes e obviamente, sem decepções.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
para uma falta de futuro baseada no que não restou do passado,
tenho essa coisa toda de pensar olhando pra janela, talvez pra não infestar o quarto com o cheiro das próprias lembranças, mas seria preciso alguém sussurrar ao seu ouvido quais os lugares certos para se encontrar. eu estive tanto tempo por aqui me perdendo com você que acabei me perdendo de você. nunca existiu esse título grande que você escreveu em nosso destino e agora posso dizer que você peca mesmo na conclusão. eu esperei como quem não teme o cansaço e não guarda mágoas. mas eu descobri que guardo, eu guardo mágoas. me desculpe por dizer tantas vezes que minha raiva era passageira sem ser. me desculpe por tentar passar um corretivo em nossas diferenças, me desculpe por tentar ser melhor do que a minha essência permite. eu não queria abrir seus olhos, eu só queria entrar no peito. eu não queria ditar seus erros, eu só queria construir acertos. você dividia comigo confissões insanas mas eu o amei enquanto guardava os seus segredos. é que eu não suporto a sua personalidade indiferente até a si mesmo. eu seria alguém que não precisava ver o seu olhar cobrando piedade, porque eu queria a sua extravagância e nada mais. o meu amor não aturou suas guerras internas, meu bem. era tão simples, olhasse dentro de mim, estaria você. olhasse dentro de si, estaria eu. somos o que não restou de nós. sou o que não espero do futuro e, agora, digo muda com medo de sussurros: você é o que esquece do passado.
terça-feira, 26 de julho de 2011
sobre meus amigos,
preciso agradecer por cada vez em que eles deixaram seus sentimentos brotarem na folha do papel, brotando também no meu coração.
eu não quero estar presente quando você começar a pensar que precisa ''aproveitar a vida'', não quero. eu também sou estrago, eu também gosto de sair com amigos, me divertir, mas nada que o namoro tenha me tirado. não é difícil perceber isso. mas eu lhe entrego sempre o que há de mais bonito e puro desse lugar. du jogo fora a metade estragada do meu coração. o que aquieta esse coração é a loucura de amar você. você, que não merece apenas a parte fresca e encantadora da vida. você, que está entregue à insanidade da paixão como eu estou. é por você que sufoco minhas inseguranças e meu ódio. é por você que me transformo em fada, em princesa, em dama vestida de branco e com sorriso sincero nos lábios. nós somos feitos dos mesmos destinos. quando destravar seus olhos para mim, apenas aceite minha condição de mulher, pequena, mas mulher. farei o melhor que puder. apenas reconheça meus erros, sem palavras, sem gestos, do mesmo modo que aceitarei os seus. aprenderemos juntos como é que se ama sendo simples humanos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
''Por isso eu lhe digo: voe, voe. Agora você é dono de uma esperança que brota e brilha em seu sorriso. Lembre que esse céu pode ser seu, abrace o sol com esse seu olhar soberano, alongue esse coração por entre as nuvens, meu bem, eu sei que você é capaz de preencher o vazio do universo com toda a doçura que dedico a suas asas. Agora você é anjo que se aventura pelas terras, que se desprende de todos os trajes pesados e que mergulha na presença da lua. Me leve nesse seu peito. Não serei pesada, não serei espaçosa, só quero estar lá para expulsar as dores quando estas insistirem em estragar o seu voo tão bonito. Eu me enxergo em você. Você não vê? Estou aqui o tempo inteiro debruçada na janela, imaginando sua voz em música nacional dedicada ao nosso encontro. Eu voo assim, sentindo a chuva fina molhar minha pele. Eu quero que sua vida seja regada com o mar, eu quero lhe dar a estrela mais cadente que eu encontrar. Isso nunca será uma despedida. Esse é o nosso recomeço.''
esse coração arranhado que carrego dentro de mim não é culpa da vida, não é culpa sua, não é culpa do tempo. eu não tenho mais medo de cair, acredite. eu sou aquela que errou porque teve preguiça, eu sou aquele que sofreu muito tempo por medo de colocar um ponto final. torno-me inteiramente responsável por meus próprios danos. essa cabeça que agora dói é fruto das pancadas que criei contra mim mesmo. esse calendário gira todos os dias, mas o tempo não mais me ofende. eu sou aquela que espancou seus próprios sonhos porque não acreditou que o destino o levasse a um lugar bom. eu também não espero nada dos outros. ainda tenho medo do que sou. só preciso mostrar que não estou inteiramente perdida, que meu jardim ainda atrai as borboletas. e sei, que eles me olharão surpresos. descobrirão que o meu único crime foi querer ser eu mesma. acreditei em mim, acreditei em você, acreditei em nós.
você poderia entrelaçar nossas mãos sem mover uma parte do seu corpo. você poderia confirmar a nossa existência sem perguntas, sem desculpas. eu não sei ser eterna para você. tenho aqui alguém que já morreu de chorar, mil vezes ao seu dispor, enquanto eu não via mais escapatória a não ser esquecer. tenho aqui um sentimento tão corajoso em questão de defender seu nome, tão habilidoso nas horas em que compro guerra por você. não consigo voar entre seus sonhos se firmo os pés em terra para conquistar suas fronteiras. eu já quis viver em sua casa trancada, já quis construir nosso teto e aninhar meu corpo no seu para apenas deixar o tempo passar. mas não era o tempo, nunca foi o tempo. era essa falta de paz que o amor, por essência, nos causava. eu já machuquei muito de mim, porque é preciso coragem para batalhar por esse amor eterno que você me pede e que acabou me afogando em desesperança. o infinito nos expulsa aos poucos. eu não posso ser eterna para você. eu algemo os próprios braços. eu me privo de tudo e todos por você. e não sei mais se é saudável.
de todas as maneiras que eu poderia escolher para te amar, já não escolho. te amo da forma mais sincera. recolho teus gestos com aparência de último ato. escuto o que diz, como carinho de primeiro contato. eu te espero ao meio-dia, á meia-noite. eu te busco em qualquer agonia, não sei mais desobedecer o coração. não é bom. eu tenho medo dessa história de morrer de amor. ás vezes, parece ser verdade.
carrego nas mãos uma personalidade meio perigosa, saio gritando aos quatro ventos o que quero, sou muito transparente. não tem ninguém do outro lado, e muito menos ao meu lado. tô indo, tô caindo, tô vivendo pra morrer, ou morrendo pra continuar vivendo. eu vou passando com esse peso que não aceitei carregar e todo mundo vai roubando um pedacinho meu. mas, não sei, talvez eu não possa desabrochar o meu amor em uma única direção. se ainda amo, se ainda tem jeito, se um dia fomos certos, se o que é certo é certo mesmo… dá vontade de perguntar. mas não. não amo, não tem, não fomos, não eu, não agora. não há destino musical me esperando, cena de beijo na chuva, choro de reencontro. não há. sou só um vento fraco que não derruba nada, nem põe de pé.
domingo, 24 de julho de 2011
''E quantas razões já se perderam na minha paciência em te amar. eu encolho bem os braços, abro bem os olhos, é bonita essa forma de despencar, é magia. digo agora em seu ouvido que a bobagem é um dom, enquanto todos, se esforçam para serem espertos. o peso que carrega da vida é grande, cabe tudo no peito, mas não há tempo. não há tempo para esvaziar, não há tempo para respirar, não há tempo para levitar. eu queria arranjar-lhe mãos capazes de segurarem sua alma. porque você ainda irá encontrar alguém que transite esse seu mundo, que suspenda a sua voz, que dance com o seu cansaço. nesse abismo em que o amor nos meteu, uma hora você pula. pula e não morre. pula, encontra outra mão e voa.''
eu me arrisco em corações vazios. e por incrível que pareça, me tornei perita neles, a ponto de aconselhar um amigo que ''pessoas frias existem, pessoas quem precisam da nossa indiferença pra nos tratarem com amor'', e, seilá, vai ver as minhas mãos estão cansadas de redigir loucuras que nem eu consigo explicar depois. porque eu sou como os créditos finais de um filme, tô sempre me acabando e, quem vê, percebe. mas ninguém tem paciência pra acompanhar. o meu amor é mais caos que ordem, e minha vida é mais caos que ordem, sei dar conselhos mas não consigo segui-los. eu não escondo o segredo, se amor fosse só o bem venderia em farmácia. mas me disseram que remédio demais também faz mal. e olha que o amor não é remédio pra ninguém nessa vida de desencontros-desenganos-desgastes-desapegos. o amor é pra qualquer um, pular do precipício que nele existe que é para poucos. pouquíssimos.
se você não tivesse tanta facilidade em arrancar as confissões do meu coração, talvez eu não gostasse de me entregar desse jeito. talvez eu não tivesse nascido se não fosse para encontrá-lo em meu futuro. quanto mais o tempo passa, mais eu rejuvenesço perdida nesse seu amor. você vai repetindo o meu nome com a voz tão mansa que eu vou morrendo cada vez menos.
fico aqui, sigo com essa falsa esperança. não ando pensando no que preciso, não ando fazendo o que deveria. por que eu não posso olhar o seu sorriso por mais tempo? talvez eu esteja misturando as coisas, mas é que não dá pra regular o que choro, é uma coisa pequena me deixa inquieta, não consigo esconder as dores. eu engulo tudo junto, diz pra mim, vai, diz pra mim o que é que eu faço desse dia que me deram. diz pra mim o que tem de errado nesse meu peito e o porquê de ser tão impossível alcançar a facilidade. o porquê de eu ouvir uma música com solo lento de guitarra e meu coração ficar apertado dentro do corpo, o porquê de não prestar atenção a partir da metade da conversa com minha mãe, quando lembro de algum momento engraçado que passamos. e eu ainda espero muito de você, porque seus gestos ficaram inteiros desde quando eu comecei a ser só um pedaço da minha própria vida. tudo bem você acreditar nessa luz que diz ver em meu olhar, mas não é verdade. eu sou uma mentira bonita aos seus ouvidos. eu não quero ser consolada. eu faço uma oração para me perder ao seu lado, eu queria encontrá-lo na mesma sintonia, mas a gente sempre segue em direções opostas. diz pra mim, vai, meu amor, por que minha mão ficou estendida quase um ano todo e você não a pegou?
ontem, pela primeira vez em meses, você foi embora, e me deixou...vazia.
eu, que nunca tive forças, sigo aguentando. eu, que falo tanto de ser livre, continuo presa. eu, que te quis com toda a alma, precisei respirar. eu, que não sinto medo de mim, matei a confiança. eu, que tinha certeza sobre nós dois, me obrigo a pensar diferente. eu, que não sei onde estou, me perco ainda mais. eu, que confundo os sentimentos, jogo fora o que não me faz bem. mas eu, que ainda sou eu, não vou deixar que você me enlouqueça. não vou.
não há mentiras e não há mistérios. tudo bem esclarecido em nossa cabeça, mesmo com a turbulência que se faz na alma, em cada célula, na parte do corpo escondida que eu sinto que desejo cada pedacinho seu. fácil perceber que o meu coração é todo seu e você põe os pés quando quiser, entra e bagunça, se aconchega e muda tudo de lugar. mas creio que estamos em ilhas distantes.. você, pensando errado sobre o que eu penso. eu, pensando sobre os seus erros. minha mente nunca irá se dobrar para você, amor, e nem a sua para mim. eu sei que você tem coragem de mergulhar, mas coragem de permanecer você não tem. e nem eu tenho peito suficiente para mantê-lo aqui. como você pode achar que podemos sobreviver com essa imensidão, nada se encaixando, exceto nós dois? você não foi o bastante para me fazer acreditar, e nem eu. tantas vezes chorei apreensiva em seus braços após a última cena de um filme previsível, tantas vezes repeti a última página do livro em que o personagem principal morria. mas estamos a salvo ou, pelo menos, estamos tentando nos salvar.
''nossa estrela precisa brilhar enquanto ainda existe luz.''
''nossa estrela precisa brilhar enquanto ainda existe luz.''
olho para a cama vazia e a dor já não é tão grande. é diferente, é uma vontade boa. são desejos que eu sei que irão se cumprir, pois eu mesma faço questão de torná-los todos reais. fecho meus olhos não mais com força empurrando a tristeza, fecho os olhos com o único objetivo de te ver. te imaginar aqui, comigo. vem? logo, minha alma precisa de calma e isso só você quem me dará.
sábado, 23 de julho de 2011
eu sou tão boba as vezes, vivo repetindo que não vou amar, não vou gostar, não vou cuidar e quando dou por mim estou de mãos dadas com qualquer afeto que surge, qualquer carinho que chega. não sei até onde isso pode ser um defeito, um erro e até um perigo, mas não me lembro de ter saido ilesa de tudo isso uma vez sequer. sempre fica uma marca, uma saudade, uma solidão e no fim de tudo algo mal resolvido. tenho chorado as vezes, quietinha, calada, lembrando de coisas e pessoas, até tento me recordar dos lugares, mas esses não fazem mais diferença, estou aqui agora. das marcas que trago, todas elas tem escrito “amizade”, nenhuma durou para sempre, nenhuma foi sincera do lado de lá, todas me esqueceram de um modo rápido, e fico aqui me perguntando o porque. eu acho que amigos deveria ser pra sempre, e que o outro só deveria se aproximar se fosse pra ficar, mas só eu acho. e ninguém vê as marcas, ninguém vê os choros, e então ninguém nunca vai saber.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
começamos assim: você brincando de gostar de mim e eu brincando de acreditar. acredito que quase imediatamente tenha te chocado com alguma das minhas frases, ou com o carinho que lhe atribuía. você não sabia por onde começar, e nem eu, afinal eu que tinha me interessado por você antes, então nos oferecemos companhia. uma madrugada estava sem sono, e você se ofereceu pra passá-la comigo, ao celular. nem muitos assuntos tínhamos, nos faltavam coisas em comum. criamos um jeito novo de nos relacionar, passávamos bastante tempo conversando, falávamos sobre uma infinidade de assuntos e eu tinha a impressão de não estarmos dizendo nada um ao outro. o que fazíamos em todo aquele tempo juntos já que não estávamos nos conhecendo? mas você não me cobrava. e em troca eu não te cobrava. eu não te dizia palavras bonitas da boca pra fora e você não fazia por mim aqueles gestos grandiosos que tanto quis de alguém. só o espontâneo, algo quase sempre normal. gostei de você por isso, pela franqueza das tuas limitações. e você gostou de mim pelo excesso de compreensão. nos conhecemos mais, passamos algum tempo juntos, e devo te dizer, te ver mais á fundo me fez ver em você, algo tão bonito...quase filmei! gravei cada sopro de respiração e quando sinto tua falta recorro às imagens arquivadas na memória. “tão bonito”. você me fez achar graça em mim mesma. acho que quebrei a única regra que já tivemos. acho que começamos assim: você gostando de mim em tom de brincadeira, como quem precisa muito ser levado a sério e eu querendo mesmo que fosse tudo verdade… admito!
terça-feira, 19 de julho de 2011
era ridículo de tão simples. nós não tínhamos nada, eu sei, mas meu coração sabia transformar o momento em que você me chamava de “linda” no momento mais lindo de todos. ficava tudo gravado em câmera lenta dentro de mim. era maravilhoso, te juro. sem sentido eu me lembrar do seu cheiro porque a única coisa que eu tenho é aquele restinho do teu perfume na frente da minha blusa, sem sentido eu lembrar das imagens em câmera lenta porque as fitas estão se queimando dentro de mim e se eu ponho pra rodar, eu entro em pane e tudo gira rápido demais. não sei direito como isso se chama…
(agenda antiga)
(agenda antiga)
''Alô? Tem algo marcado pra hoje? Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa? (E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia… Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios… O coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei… Queria saber se você não está a fim de amar um pouco? Se aceita ser amado. E me amar.) Aí a gente pode bater um papo. Sair com a turma."
não existe nada a ser feito para que aconteça a tão desejada mudança, nenhum caminho a ser procurado, por isso o essencial é continuar. acordar, tomar café da manhã, estudar, conversar coisas do cotidiano, sorrir. e talvez assim descobrir que aquilo que tanto buscamos não será encontrado em bebidas, cigarros, novos lugares, novas pessoas, nova cidade, porque o caminho para que as coisas mudem, está dentro.
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
a gente precisa se incomodar menos. tem tanta coisa bonita pra gente viver, aprender. me choco com as coisas que ainda não sei. quero ler mais livros. escutar mais músicas. assistir mais filmes. quero ter menos preguiça, sentar mais no chão, correr mais pelo parque. sabe, essas coisas fazem com que eu me sinta livre. acho ruim a gente ter que se aprisionar. quero sair de noite, caminhar sem rumo, ficar olhando para o céu. pode soar bobo, mas isso pra mim é tão importante.
quando deixo minha insegurança me dominar, meu dia passo com uma ansiedade palpitando no peito e minhas noites: vinha o choro e depois do choro a mensagem e depois da mensagem a sensação de que eu era uma estúpida completa. mas hoje? nada. nadinha. eu não estou me sentido estúpida porque eu não senti vontade de te mandar mensagem e não senti vontade de chorar. devo dizer que isso é um progresso? anyway, cada dia eu me sinto mais leve. acho que aprendi a construir que o nosso amor é gorte, é lindo, e não precisamos ficar nos falando o dia todo, dizendo que nos amamos o dia todo, basta que sempre saibamos. e agora eu sei, tenho certeza, meu amor.
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele. Ele quem mesmo?
( autora desconhecida )
( autora desconhecida )
sinto muito, mas hoje, diante desse vocabulário que sangra saudade, resolvi me desapegar. é. resolvi sofrer com a inércia do desapego. ”pega. toma. experimenta.” mas você mal pode enxergar que eu tomei algumas doses de sofrimento pra chegar à essa conclusão. você sequer pode enxergar que eu antes tive que degustar um pouco da amargura pra poder sair loucamente em busca do doce.
(desconheço o autor)
alguém uma vez riu de mim, quando eu disse que casaria com meu namorado, : ''hanna, nem sempre dura. nem sempre é eterno. e precisamos lidar com isso.'', e eu respondi: ''nem sempre dura, mas pra mim só acaba quando falta amor, falta respeito. e se eu te disser, que mesmo que quisesse não faltaria, você acreditaria? ainda continuo achando que posso me casar com meu namorado.'', acenou a cabeça e um silêncio se seguiu. e eu continuo dizendo, nem que seja na marra. nem que tenha que engolir o choro e de vez em quando. nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem, amar não é fácil, mas são necessários alguns esforços.
(...) E todo mundo me olhando, rindo, fazendo suas coisas. E daqui a pouco eu rindo e fazendo minhas coisas. E no fundo, abafado, dolorido, retraído, medicado, maduro, podre: onde está o amor? Onde ele vai parar? Onde ele deixou de nascer? Onde ele morreu sem ser? Por que eu sigo fazendo de conta que é isso. As pessoas seguem fazendo de conta que é isso. E por dentro, mais em alguns, quase nada em outros, ainda grita a pergunta.”
(Tati Bernardi)
mas eu te amo, mesmo, por cada segundinho. e é assim, foi por quase três anos. eu me perguntava quando isso teria fim. motivos profundos, nobres e óbvios para deixar de te amar também não me faltaram, mas nenhum deles foi suficiente ou funcionou. você foi embora cedo da minha casa pra encontrar seus amigos, me chamou de ridícula quando fui sincera e disse o que pensava, desmarcou comigo de última hora e eu já estava pronta te esperando, e eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. você me deletou. e eu passei quase um ano quietinha, te esperando, rezando pra te ajudar a ver que amor maior no mundo não poderia existir. eu segui amando e redesenhando cada dobrinha da sua pele, cada cheiro escondido dos seus cantinhos, cada blusa minha que tinha seu perfume impregnado, cada cílio torto, cada risada alta, cada deslumbre puro com a vida, cada brilho nos olhos quando a lua estivesse bonita demais. cada preguiça, cada abandono, cada estupidez, cada limitação, cada bobeira. amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.
- um dos textos mais íntimos e sinceros que tenho, peço a todos que acompanham meu blog, que mesmo que gostar, por favor não copiar, até colocando meu blog como referência ou algo do tipo. esse texto, quero aqui. obrigada!
- um dos textos mais íntimos e sinceros que tenho, peço a todos que acompanham meu blog, que mesmo que gostar, por favor não copiar, até colocando meu blog como referência ou algo do tipo. esse texto, quero aqui. obrigada!
eu hoje fui ao banheiro, á cozinha, vi vários filmes, escutei músicas animadas duzentas vezes para ficar longe do meu celular e do meu facebook, ficar longe de todas as possibilidades da sua existência. me olhei no espelho bem profundamente pra enxergar minhas raízes e ganhar força, chorei algumas vezes, fiquei sentada no chão do banheiro, pra ver se meu corpo esquentava um pouco ou porque estava mesmo me sentindo um lixo. estar sozinha não muda nada, conheço bem esse estado e, de verdade, sei lidar até melhor com ele. não é que você me faça algo, muito pelo contrário está tudo perfeito entre nós.. é só que sei lá prefiro evitar decepções, me empolgar te chamando animada e não te encontrar como espero. decepções borram maquiagens. e sem maquiagem, não me sinto arrumada, cuidada, pra fingir estar completa á todo tempo.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
“Entra na minha vida?
Assim, de um jeito doce. Me queira como te quero também.
Me conte que vezenquando abre a minha janela de conversação e ensaia textos pra me dizer. Me mande mensagem. Pode me ligar, deixar bilhetinhos escondidos na minha bolsa. Apareça de surpresa e me abrace forte. Quando me encontrar, sorria daquele jeito torto, do meu jeito preferido. Me chame de pequena e escute comigo a nossa música.
Entra na minha vida?
Assim, sem me deixar suspeitar. Devagar. Me deixa entrar na sua vida também…”
Assim, de um jeito doce. Me queira como te quero também.
Me conte que vezenquando abre a minha janela de conversação e ensaia textos pra me dizer. Me mande mensagem. Pode me ligar, deixar bilhetinhos escondidos na minha bolsa. Apareça de surpresa e me abrace forte. Quando me encontrar, sorria daquele jeito torto, do meu jeito preferido. Me chame de pequena e escute comigo a nossa música.
Entra na minha vida?
Assim, sem me deixar suspeitar. Devagar. Me deixa entrar na sua vida também…”
sabe que no meio de tantas revoltas, minhas, eu ainda vejo a revolta dos outros, que são exatamente iguais. e em tantas palavras que eu não tenho coragem de escrever se retorce aqui dentro da minha cabeça, pensamentos ridículos de coisas bestas, que eu nem sei porque eu penso tanto nelas. eu queria escrever em qualquer lugar o nome de quem eu amo, em todo lugar onde eu passar, com uma caneta especial, daquelas que a tinta é invisível. mas um dia eu aprendo, e paro de confiar em nada, por que na verdade nem sempre eu deixo se aproximarem tanto de mim, eu só esqueço dessas pessoas legais que um dia me disseram que tudo iria melhorar. e me perguntavam todo santo dia se eu me esqueci daquela pessoa, e eu só esqueço de mim, na verdade esse tal alguém de quem falo tanto, já tinha ido embora fazia tempo, faziam meses , mas eu guardava todos os vestígios aqui dentro, não aguentava mais pensar. não aguentava mais chorar à noite , não aguentava mais eu mesma...e que por mais que eu tentasse esquecer, não conseguia. quando finalmente resolvi tentar me encontrar, ele voltou pra minha vida, de mansinho, colocando band-aid em todos os machucados e me mostrando que tinha errado mas agora podia me fazer feliz, tive medo, fui insegura, mas como diriam os mais velhos ''tá na merda, afunda o pé''. fazem meses que estou bem, completa. e para aquelas que sofrem por amor, uma dica: é muito clichê, demora, mas passa. esse é só mais um pensamento meu, igual aos outros, não interessa quem foi o autor, eu só sinto, e ás vezes invento, um dia a gente aprende, um dia a gente volta a ser quem era antes, parecia impossível , mas eu gosto de acreditar que eu posso.
ainda vou continuar discordando de todos que dizem que o amor não pode prevalecer. pode até me chamar de imatura ou quem sabe de um tonta, sonhadora. mas o amor sim é sublime, é perfeito e sim, acredito do fundo da minha alma que ele é bondoso como um velhinho cheio de histórias para contar, sentado em uma cadeira de balanço esperando que seus netos e filhos venham visitá-lo todas as tardes. nós, seres capazes de construir e destruir, seres que alimentamos anjos e demônios dentro de nós, que multamos o amor, retiramos cetas coisas, o adaptamos, esticamos, amassamos... fazemos com ele o que desejamos, somos nós... apenas nós, responsáveis por corações partidos ou completos, não o amor. ele apenas existe em seu chalé no meio do mistério de cada um de nós, esperando a nossa diária visita que nem sempre ocorre. o amor é uma dádiva, não algo que existe por si só, para acontecer precisa ser manifestado, mesmo que ainda permaneça dentro de ti, ele apenas pré-existe... somos responsáveis por aqueles que amamos... e pelo que despertamos.
terça-feira, 12 de julho de 2011
as pessoas que sabem que tenho um blog sempre me perguntam a mesma coisa: o que é o amor pra você?... bom, amor é não querer desligar-se nunca do abraço. é sentir saudade todos os dias, inventar assunto pra não ter que desligar o telefone. é xingar. rir de chorar. é alertar, preocupar. é dividir cobertor, espaço na cadeira de balanço ou um pedaço do sofá pequeno. é esquentar a mão, fazer cafuné, dormir no colo um do outro. amor é saber esperar, esperar… é não saber se explicar. sentir medo, ser cúmplice, ter coragem. é sair de casa no meio da noite andar na rua e ainda assim ter uma leve esperança de encontrar o outro, sem querer, mesmo sabendo que nem morar perto de você, ele mora. é sonhar a semana toda com o fim de semana e o mesmo cheiro, o mesmo abraço, o mesmo beijo. é dar gargalhadas, colocar de castigo, estralar os dedos um do outro, mesmo sabendo que isso vai doer. é provocar, morder a bochecha e lamber o nariz. é fazer cara de nojo, pirraça, chantagem. é agradar. não ter medidas. é não cansar. não cansar da voz, do desespero, da rotina. é ter alguém, um amigo, um fonte, uma força. é ter você. é ser a gente.
ps.: te amo gordo.
ps.: te amo gordo.
talvez eu não esteja preparada, nem sujeita a cobranças. dar demais nunca foi o meu forte. não sou boa em relações. não sei disfarçar. não sou boa em demonstrações. pareço forte. sou fraca. sou fria. sou sensível. sou complexa. me apego muito rápido. me machuco muito fácil. me chateio. finjo que tá tudo bem. respiro. evito. me calo. lamento.
eu nunca fui uma menina bem-comportada, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem se entregar ou pro amor mal resolvido sem soluços. sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar…. eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. acredito em coisas sinceramente compartilhadas. em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. eu acredito em profundidades. se não gosta de mim diga com todas as letras, prefiro aceitar a verdade do que me surpreender.
sábado, 9 de julho de 2011
julho passando lentamente, como as batidas de uma música clássica, tão inexistente.
levo meus dias com mais calma do que a maioria das pessoas: de casa pra escola, da escola pra casa, da casa pro treino, do treino pra casa (isso quando dou o ar da minha graça aos treinos de handbol). no máximo um jantarzinho, umas compras na loja de importados aqui de onde moro. e assim sigo, 5 dias por semana, meus fins de semana são um pouco mais agitados, nada muito gritante, só um pouco fora da rotina. mas não se deixe enganar pela minha rotina moderada…sou o tipo de pessoa que fica esperando a oportunidade de transbordar por alguma boa causa. julho começou e me vi completamente sem rumo, afinal os meus 5 dias por semana se tornaram da cama pra cozinha, da cozinha pra sala, da sala pra cama. mas algo, algo me tira de todo esse tédio, uma mensagem, um bilhetinho, qualquer porcaria que seja desde que venha de você. mas ás vezes, esses outros dias da semana me invadem de tal maneira que caio em si, e vejo que eu perdi, perdi sim um pouco a cabeça, perdi todo o controle. baguncei a minha vida, organizei a tua…depois tirei tudo do lugar novamente. recolhi nos braços o amor que sentias por mim, depois não soube onde guardá-lo… acho que deixei cair alguns pedacinhos. quis cuidar de você como se fosse algo pequeno e frágil, mas confesso que percebo que de pequeno, talvez nem de tamanho você seja mais. você me perdoaria se eu o tivesse esquecido por aí? tenho tido tempo pra pensar nos meus excessos, tanto tempo que hoje em dia nem consigo ver onde foi que de fato acertei. te procurei pra tirar um enorme peso do meu peito, pra voltar a desempenhar tarefas básicas do dia a dia, pra começar a pensar um pouco mais em mim sem você. quis te contar que fui mesmo cruel, que esperei e exigi demais de ti e que, provavelmente, criei expectativas de um amor completamente utópico. perdão, mas acho que nunca soube ao certo como te amar. não soube administrar, dosar, tolerar. não soube entender. todos te veêm como errado não é?! mas a errada sou eu, que não posso ver que está tudo em calmaria que decido bagunçar um pouco, implicar um pouco, me meter um pouco. não se comova. não pense que mudei…não crie a meu respeito as mesmas ilusões que criei sobre você. o amor não é perfeito, e muitos menos quem se ama.
Provavelmente só se separam os que levam a infecção do outro até os limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.
A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.
(Inês Pedrosa)
A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.
(Inês Pedrosa)
naquelas semanas de abril, eu me prendia a um insistente enredo de incertezas. dentre tamanha instabilidade, sobrava-me pouca coragem para poder ser eu mesma. foi aquela tal da crise dos quatro meses, enquanto eu não sabia mais de nada, tinha medo de acabar ali um minuto depois tudo que construi. pessoas caminharam comigo e não puderam enxergar tudo que sou além do sorriso largo e das palavras gentis, com uns dez palavrões ao meio. poucos souberam que fiquei quieta ao vê-los fingindo, pra que não se sentissem mal consigo mesmos, mentindo pra mim na maior cara lavada.
pois por mais que eu me sinta mal por enxergar demais e que carregue comigo o que não consigo perceber e, simplesmente, ignorar. expus meus receios, minhas falhas, nenhuma vaidade, nenhuma personagem, somente eu, desde o primeiro instante. enquanto eu lutava com minha insegurança sem que eu tivesse controle ainda sim, você quis me levar contigo. cuidadosamente o vi recolher tudo o que pudesse fazer parte de mim, até o orgulho desmedido ganhou um cantinho para se acomodar. acredito que poucas pessoas tenham merecido tamanha transparência, pouquíssimas estariam prontas para lidar com ela. a verdade é que muitas delas usariam eu contra mim mesma, mas não você.
havia tempo desde que eu havia deixado de poder ser eu mesma, tanto tempo sem nem vontade de ser.
pois por mais que eu me sinta mal por enxergar demais e que carregue comigo o que não consigo perceber e, simplesmente, ignorar. expus meus receios, minhas falhas, nenhuma vaidade, nenhuma personagem, somente eu, desde o primeiro instante. enquanto eu lutava com minha insegurança sem que eu tivesse controle ainda sim, você quis me levar contigo. cuidadosamente o vi recolher tudo o que pudesse fazer parte de mim, até o orgulho desmedido ganhou um cantinho para se acomodar. acredito que poucas pessoas tenham merecido tamanha transparência, pouquíssimas estariam prontas para lidar com ela. a verdade é que muitas delas usariam eu contra mim mesma, mas não você.
havia tempo desde que eu havia deixado de poder ser eu mesma, tanto tempo sem nem vontade de ser.
terça-feira, 5 de julho de 2011
a vida pode ser comparada há uma escada, têm dias em que você está mais a cima, outros mais abaixo. é eternamente e em constante movimento. não tenha medo da altura, tente superar seus limites a cada dia. Mmas quando subir, leve com você o seu corpo e sua mente, não deixe a altitude tomar conta sobre sua vida, só você tem este poder. o importante na realidade é não sair da escada, é não cair da escada, é não querer sair da escada, é querer sempre estar mais alto, é sempre querer vencer cada degrau, é não desistir de subir.
domingo, 3 de julho de 2011
se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida. vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. no fundo eu quero dizer “me impede de ir. fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal.” e acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
''O contorno do seu corpo ainda está delineado em meu lençol, a marca do seu batom nunca saiu da minha camisa, seu sapato sem par ainda está no meu guarda-roupa. Não vejo a graça que todo mundo vê nessas fotos que você tira, muito menos nesse sorriso forçado que você coloca, tentando convencer a si mesma de que é feliz de bar em bar, passando por todas essas bocas, copos, corpos. Levante essa cabeça, ajeite esse vestido, volte para sua noite composta de erros. Encha o copo, solte o cabelo, dance para tentar afastar a saudade que ficou em meu lugar. Beije quatro, levante os braços e engula o choro que é para não borrar a maquiagem. Ou volte, simplesmente volte. Volte para o espaço da cama que é seu, me lambuze inteiro com o seu batom, jogue fora o sapato sem par e ande descalça pelo meu apartamento. Volte, que eu lhe quero assim perdida, assim sujeira, assim bagunça, assim metade desajeitada que encaixa nos meus braços. Volte que eu lhe aceito assim mentira, assim saudade, assim partida, assim passado. Volte que eu lhe quero aqui comigo, mesmo que o aqui só dure agora.''
Veja bem. Não tô dizendo que superei, as feridas estão comigo, servindo de baliza pra reconhecer esse lado quente e fresco das coisas. Mas eu preciso ir, não posso falar contigo agora. Tenho pressa de apertar o play. Dá licença? Então sai debaixo da minha sacada. E da próxima vez que sair na chuva, vê se antes aprende a se molhar. (Gabito Nunes)
"Ele poderia cantar ‘Parabéns pra você’ e fazer você chorar no final. Ele tinha esse poder, não sei como se poderia chamar, esse carisma, essa aura incrível. Era um cara muito sensível, com muitas ideias na cabeça e muita vontade de fazer e realizar tudo o que ele sonhava e pensava. Eu acho que ele conseguiu cumprir muitos desses sonhos."
- Dado Villa-Lobos, sobre Renato Russo.
a gente demora pra aceitar, arruma novecentas desculpas para a falta de jeito do outro. ah, ele é confuso. ah, ele está tenso. ah, ele tem medo. ah, ele é maluco. ah, ele isso. ah, ele aquilo. desculpa, mas quem quer estar junto pensa ah, que saudade. ah, que falta ela me faz. quem gosta, gosta. sem complicações. sem armações e armaduras.
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