quarta-feira, 26 de outubro de 2011
sempre penso sobre como sou estranha, difícil de lidar, neurótica e blábláblá. mas quer saber de uma coisa? eu sou a pessoa mais simples do mundo! experimente me mandar uma mensagem inesperada falando sobre como você pensa em mim pra você ver se eu não ganho o dia. experimente deixar de sair um dia do fim de semana com seus amigos pra ir ao cinema comigo pra você ver se eu não me sinto a pessoa mais especial do mundo. experimenta um dia olhar de verdade dentro dos meus olhos pra ver se eu não me comovo sem você dizer nenhuma palavra. naquele dia que eu estiver de camiseta e shorts, cabelo preso e sem maquiagem nenhuma, experimenta dizer como eu fico bonita daquele jeito pra você ver como eu vou ficar feliz. experimenta me abraçar e me dar um beijinho na testa pra você ver como eu vou me sentir amada. experimente andar de mãos dadas comigo pra você ver como eu não vou ficar toda boba apaixonada. não quero um homem perfeito, não quero um príncipe encantado. não preciso de exagero, de demonstrações de amor pra que todos vejam. gosto do simples, do pequeno, me contento com pouco mesmo. experimenta me dar só um pouquinho pra você ver o quanto vai receber de mim.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
e ele me conta das meninas, eu conto do meu namorado. eu acho engraçado quando ele fala ''ah enjoei, ela era meio sem assunto'', ou ''ela nem era tão bonita assim''. e olha pra mim com saudade. ele também ri quando eu digo ''ah, ele não me entende'', ''ele é um idiota, porque o amo tanto?'' e olho pra ele sabendo que só ele que sempre me entendeu, e isso não muda. não temos mais tanto ciúmes e nem posse porque sabemos que somos pra sempre. ainda que a gente case, tenha duas filhas, mude de país e os anos passem.. continuamos pra sempre.
domingo, 23 de outubro de 2011
meu tipo preferido de gente é aquela que espirra engraçado, que ri com a mão na barriga, que canta e dança qualquer música. aquele tipo de gente que tropeça e finge que tá correndo, que sai de pijama na rua, que acorda rindo. gente que não planeja tudo. gente que pede licença, que diz “obrigado “, que pede desculpas, que chora assistindo filme. aquele tipo de gente que é muito sincera, mas sabe…. quando e como falar, aquele que conversa olhando nos olhos. aquela gente que diz que te ama, que mexe no cabelo dos outros, que lê as coisas no elevador, que conta piada, que joga conversa fora, que te organiza uma festa surpresa, um almoço ou um jantar surpresa… aquele tipo de gente que te faz sorrir, que te faz sentir importante, que se importa. aquele tipo de gente que não tem vergonha de ser feliz. gente que gosta de GENTE!
sábado, 15 de outubro de 2011
não sei mais lidar com o tempo depois que passei a somá-lo, depois que me ensinaram a interpretar relógios. enquanto lembro que ter tempo é para poucos, raríssimos. eu conto os segundos porque não quero ser contado, porque tenho pavor demais de chegar tarde, de não poder eu mesmo saber dos meus segredos e escolher os que jogo ou os que deixo.
em que cantos do quarto eu podia te encontrar e me esconder dessas ausências ? era o que eu queria saber. checava todas memórias que tinha, tudo o que eu já havia mostrado de mim e deixado em suas mãos. me deixava impaciente ter vontade de te ligar, mas ao mesmo tempo, não querer ligar novamente. guardava aquele carinho que você derramava em meu ouvido junto com as promessas na noite de ontem.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas. ou até poderão, mas em algum momento cometerão um erro, e se você a amar de verdade e vice-versa ela continuará em sua vida. os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? o problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo “leve dois, pague um”, também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e ''encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas''. não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso? quer coisa melhor do que assistir a lagoa azul com alguém que está feliz de estar assistindo isso, por estar com você? quer coisa melhor do que ter alguém pra voltar, todos os dias pra casa? longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. preguiça de voltar à ativa? não, é amor.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
"Eu gosto do claro quando é claro que você me ama. Eu gosto do escuro no escuro com você na cama. Eu gosto do não se você diz não viver sem mim. Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui. Eu gosto do nada, nada que te leve para longe. Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo. Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar. Venero a saudade quando ela está pra terminar. Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós. E de telefone, se do outro lado é a sua voz…"
"— Odeio todas essas lágrimas, esse negócio de ficar chorando como um idiota — ele gemeu.
— Ah, filho — disse Papai com ternura. — Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar."
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
''Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa.
Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir.
Preso em marcha ré.
Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas é desperdiçado.
Pode ser pior?
Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu tentarei, consertar você
Bem no alto ou bem lá embaixo.
Quando você está muito apaixonado para esquecer.
Mas se você nunca tentar, nunca vai saber.
O quanto você vale."
por dentro também eu estava preparada para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquele cabelo de sempre, com o sorriso bobo de sempre, subindo a rampa da minha casa em calmaria. então eu cuido devagar tudo que digo e todo movimento, porque eu quero me lembrar de cada momento idiota, pra sempre...
"A gente precisa se incomodar menos. Tem tanta coisa bonita pra gente viver, aprender. Me choco com as coisas que ainda não sei. Quero ler mais livros. Escutar mais músicas. Assistir mais filmes. Quero ter menos preguiça, sentar mais no chão, correr mais pelo parque. Sabe, essas coisas fazem com que eu me sinta livre. Acho ruim a gente ter que se aprisionar. Quero sair de noite, caminhar sem rumo, ficar olhando para o céu. Pode soar bobo, mas isso pra mim é tão importante."
hoje eu até queria como quase nunca quero. como quase nunca peço. tentei e insinuei, mas minha força anda fraca. não sei mesmo que caminho seguir. e o pior que nem é nervosismo o que estou sentindo, nem indignação, só paira sobre mim uma nuvem escura de fumaça e dúvida, sensação de perda de tempo, de resignação.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Perguntaram a John Lennon:
- Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?
E ele respondeu:
- Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.
- Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?
E ele respondeu:
- Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
você era o típico homem que sentia demais e dizia de menos, enquanto eu era a típica menina que sentia demais e falava demais também. você entrou em minha vida à passos lentos, de fininho. e você deixou de se esconder em sua cara de bravo que dizia não-me-importo-com-isso, e passou a usar aquela cara de você-faz-isso-só-pra-implicar que tanto me faz rir e te abraçar dizendo que se não fosse exatamente como sou, não te aguentaria. algumas tardes me pego pensando nos motivos para aceitar sua entrada sem mais nem menos em minha casa. em dias tristes, penso que foi desespero. já nos dias alegres, penso que meu sexto sentido - como sempre - indicou que era alguém especial. mas nos dias em que estás presentes, penso que fora o destino, e nada mais poderia fazer além de permitir entrar na casa que era tua desde muito antes de me conhecer. eu sinto aqueles braços capazes de aquietar minha alma, vejo aqueles olhos que me pedem carinho tão inocentemente, e sinto aquele cheiro capaz de me acelerar o peito, e penso que algo de muito bom fiz nessa vida para encontrar você em meu caminho. de todos os laços rompidos, cartas queimadas, noites de sexta perdida na ânsia de encontrar alguém minimamente perto de sua perfeita imperfeição, você chegou. chegou e me quis. te quis. não precisamos prometer nada demais, nem uma vida maravilhosa ou viagens até a lua, mas nos fizemos sentir que tudo era recíproco, o que por si só, já nos tirava o sono. não fazemos planos todos os dias mas sei que estou em todos os teus, como está nos meus. eu sei que toda a minha lágrima será limpada pelos seus dedos trêmulos de preocupação, assim como sabe que toda sua angústia será sufocada em meu abraço com todo o carinho do mundo. deixamos para o destino decidir o que fazer conosco. enquanto ele pensa, nós nos amamos e nos queremos. você me ensinou da forma mais sorridente e cheia de suspiros que amar é sorrir. e nunca vou esquecer, aquele sábado, no meio da noite, você sem me olhar, de olhos fechados disse ''o que te faz sorrir?'', falei teu nome em voz baixa e sonolenta. senti seu sorriso iluminar o quarto, e soube que era a resposta certa.
''foi fazendo tudo certo que descobri que pessoas não gostam do que é certo. foi fazendo um carinho que descobri que as pessoas gostam de brigar às vezes. esquenta. reanima. foi fazendo o certo que descobri que gostam do errado. queremos aquele que faz tudo errado, chega atrasado, não liga quando precisamos, não aparece quando queremos. porque um dia a gente percebe que aprender a gostar da imperfeição é a forma mais pura de amar alguém.''
vou falar por aqui, mas acho que você não sabe, que vamos nos casar um dia. vai ser uma cerimônia linda.. vamos aproveitar muito nossos primeiros momentos de casados, e depois vamos para o nosso apartamento. com o tempo, vamos descobrir cada vez mais sobre o outro. nos sábados vamos dormir entrelaçados até o meio-dia e de tarde você irá tentar me ensinar a jogar seus videos games, e eu vou adorar fazer parte desse mundo por um instante. mas nossa vida não seria como em conto de fadas, EU não sou perfeita, nós não seríamos perfeitos, iríamos brigar, brigar e brigar e eu ia te odiar por uns 15 minutos antes de correr pros seus braços e te pedir desculpas, e dizer que te amo mil vezes.. mas mesmo assim ainda estaríamos juntos.
tive receio de traze-lo de volta, ainda assim trouxe. sem cautela alguma. bizarro como o estômago se contorce para nos alertar sobre o fato de estar tudo errado. você o ignora e então suas mãos começam a suar, pedindo pra que você pare o quer que esteja fazendo. ao passar por cima destes sinais tudo o que resta ao teu corpo é mandar inúmeros espasmos às pernas, num movimento que tange o ridículo. nada que frases bem lindas não suprimam, ditas baixinho ao passo que te olham dentro dos olhos.
domingo, 2 de outubro de 2011
olha só pra mim, procurando uma música pra trilhar o texto que eu vou escrever sobre você, olha pra isso, isso era tão proibido pra mim antes de você aparecer, eu costumava escrever para aliviar a dor, a falta de alguém, mas pra você, você não. eu prometi pra mim de baixo de lágrimas que nunca mais ia me entregar pra alguém, não ia aceitar as condições de amar alguém, eu tava levando isso tão a sério que eu realmente não conseguia sentir mais, meu amor ficou volúvel, meus gestos de carinho eram racionalizados, eu fiquei pobre por dentro e me decepcionei comigo mesma como eu nunca me decepcionei antes. eu queria as borboletas no estômago, eu queria tremer, eu queria chorar, eu queria amar, eu queria mais do que qualquer coisa sentir e provar pra mim que eu não tava ficando vazia, que eu podia reverter isso, mas doeu quando eu descobri que eu perdi a ingenuidade de acreditar que tudo pode dar certo, eu já tava pronta pra me aceitar como eu não era de verdade, pronta pra ser minha inimiga todo dia.. mas ai você veio, e eu nem pus fé, eu deixei que fosse o que fosse, eu fugi das suas qualidades pra não me interessar, eu fingi que esqueci o gosto do seu beijo pra eu não ter vontade de provar de novo, eu tava indo bem demais, mas ai.. ai você me desarmou, você era tão diferente que eu fiquei dias achando que eu tinha te inventado, você simplesmente sem perceber, me fez ficar, doce, timida, atenciosa, você que já era tanta coisa boa junta, que eu tive que desconfiar, eu te estudei, eu te testei como o tipo mais infantil de mulher, perdoa a minha falta de fé, perdoa esse pé atras que eu tive, ele não é culpa sua e não foi escolha minha, ele é a cicatriz que ficou pra não me deixar mais cair tão fácil. você era tão discreto e eu essa falação toda como de quem junta tudo, põe várias assuntos em paralelo, porque não quer deixar de te contar nada, com essa rapidez que é o ponto mais evidente da minha insegurança, eu sou uma bagunça tão grande, e você é uma paz, é uma tranquilidade que eu cheguei a achar por várias vezes o quanto tediosa eu seria pra você, mas você destruiu todas as noções que eu fiz pra tentar entender o porque você estaria do meu lado. cada vez que eu te olhava, cada vez que eu conversava com você eu me afeiçoava mais, cada vez que você correspondia eu sentia meu coração encher de coisas boas, eu dormi dias pensando na sua resposta e acordava dias esperando por ela, eu nem me vi perdendo o controle, eu nem quis me aproximar demais porque eu ainda tenho medo de perder o meu coração pra você, se é que ainda tenho ele comigo. você é maravilhoso demais, e admiro você e com o coração louco pra dizer que te ama, sem precisar de reciprocidade, mas eu ainda tenho uma pontinha de medo de cair e dessa vez por conta de tanto carinho eu cair mais fundo. obrigada por ter me devolvido as sensações de quando a gente gosta, as borboletas no estômago, as mãos tremendo, a felicidade do coração cheio e aquele olhar perdido de quem procura uma pessoa em todas as outras que ela vê, obrigada por ter me devolvido essa alegria, por ter me preenchido. eu sempre acreditei no amor,eu nunca deixei de acreditar, só não achava que alguém pudesse ser capaz de me fazer senti-lo de novo ou que eu fosse capaz de me permitir chegar a isso,e você veio do nada e me fez feliz,como eu nunca fui antes. e eu quero que saiba, que é muito bonito sentir, tudo que sinto, inclusive a vontade de chorar, quando me declaro pra você e sinto meu coração leve, é tão verdadeiro, é tão forte...que nem cabe mais em mim.
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