''E eu preciso de você, entende? Preciso do seu sorriso, preciso do seu carinho. Preciso do seu conforto, do seu abraço, do seu toque. Preciso das suas piadas, das suas provocações; preciso até dos seus insultos. Preciso das suas palavras mais doces, preciso das suas palavras mais sinceras. Então, vem. Porque eu preciso de você, porque eu te amo.''
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: “Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto”.
Então ela desfez-se da arrogância: “Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.”
Era o pudor sendo desabotoado: “Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou”.
Retirava o medo: “Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei”.
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua:
“Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui”.
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
(Martha Medeiros)
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: “Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto”.
Então ela desfez-se da arrogância: “Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.”
Era o pudor sendo desabotoado: “Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou”.
Retirava o medo: “Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei”.
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua:
“Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui”.
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
(Martha Medeiros)
e você sabia exatamente quando eu estava precisando de um colo. de um ombro. ao escutar a minha voz, sabia se eu estava bem ou não. conheci teus defeitos, tua mania de me provocar só pra me deixar irritada porque adorava me ver brava. conheci todos os teus tipos de olhares e sorrisos. lembro de cada um deles..tantas vezes ao dia.
as pessoas entendem tudo de um jeito torto. e aí eu pareço meio chata, meio dramática, meio triste-sem-motivo, mas não é isso. eu não peço nada de ninguém, eu não quero que ninguém tome as minhas dores, eu não quero complicar a vida de ninguém, eu nem falo pra ninguém porque minha intenção é ver quem vai entender apesar do meu silêncio. tá bom: eu sou chata, eu sou dramática e fiquei triste sem motivo. mas querer um abraço diferente, daqueles que abraçam com vontade, é muito? me digam.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
veio manso, abraçou, limpou o que sangrava, fez curativo no que o tempo não havia conseguido fechar. estendeu a mão, contou sua história, entregou toda a doçura que ainda existia no que também lhe doía. ambos machucados, vendo esperança no que o outro perdera… rentando nos convencer de que a partir daquele nada poderíamos ter algo novamente. foi ali que achei que nós nos entenderíamos.
brincava de me encarar até eu desviar meu olhar, mesmo sabendo que sempre desistia segundos depois. não suportava aquele olhar tão determinado, ele me desmontava em inúmeros pequenos pedacinhos que ficavam aos seus pés…tive vontade de abandonar longe de casa tantas memórias tristes depois que seus dedos tocaram meus cabelos embaraçados. nada que me remetesse a outras histórias nem a outros amores, quis manter apenas a pessoa na qual eu havia me tornado a partir deles. prefiro este eu, o eu que aprendeu muito. estive disposta a construir um mundo todo do zero, caso nada no meu mundo pudesse ser salvo. estive disposta a me reconstruir de diversas formas, caso alguma pudesse dar certo pra nós. quis dar muito de mim, você sorriu e eu quis te entregar quase tudo.
aproximou-se além do que deveria. eu quis algo. você corria em minha direção e fugia de mim ao mesmo tempo. naquela semana suspeitei que você quisesse nada. a certeza doeu. a certeza perfurou o meu peito e o fez ressoar madrugada adentro. voltei alguns passos pensando se o havia entendido errado, se havia o entendido ao menos em algum momento. tentei descobrir quem você era. quem é. pensei se me enganei ou se me enganou. já não sei mais o que você disse, nem o que eu quis escutar. já não sei o que esqueço e o que quero lembrar. talvez eu nunca entenda nosso passado, afinal hoje somos tudo um para o outro. a gente tem que se sentir pronto, precisa enfiar os dois pés na lama e precisa continuar imerso quando o outro não está observando. nem precisa querer, é só não conseguir em momento algum lutar contra. eu quis algo. quis protegê-lo e sabia que poderia fazê-lo mesmo quando não conseguia proteger sequer a mim mesma. perdoe-me se precisei fazer de conta que nunca fomos parte um do outro. e se eu continuar fazendo: respira fundo e vive. contabilizei se você mais curou do que abriu feridas, tive medo de saber o resultado.
brincava de me encarar até eu desviar meu olhar, mesmo sabendo que sempre desistia segundos depois. não suportava aquele olhar tão determinado, ele me desmontava em inúmeros pequenos pedacinhos que ficavam aos seus pés…tive vontade de abandonar longe de casa tantas memórias tristes depois que seus dedos tocaram meus cabelos embaraçados. nada que me remetesse a outras histórias nem a outros amores, quis manter apenas a pessoa na qual eu havia me tornado a partir deles. prefiro este eu, o eu que aprendeu muito. estive disposta a construir um mundo todo do zero, caso nada no meu mundo pudesse ser salvo. estive disposta a me reconstruir de diversas formas, caso alguma pudesse dar certo pra nós. quis dar muito de mim, você sorriu e eu quis te entregar quase tudo.
aproximou-se além do que deveria. eu quis algo. você corria em minha direção e fugia de mim ao mesmo tempo. naquela semana suspeitei que você quisesse nada. a certeza doeu. a certeza perfurou o meu peito e o fez ressoar madrugada adentro. voltei alguns passos pensando se o havia entendido errado, se havia o entendido ao menos em algum momento. tentei descobrir quem você era. quem é. pensei se me enganei ou se me enganou. já não sei mais o que você disse, nem o que eu quis escutar. já não sei o que esqueço e o que quero lembrar. talvez eu nunca entenda nosso passado, afinal hoje somos tudo um para o outro. a gente tem que se sentir pronto, precisa enfiar os dois pés na lama e precisa continuar imerso quando o outro não está observando. nem precisa querer, é só não conseguir em momento algum lutar contra. eu quis algo. quis protegê-lo e sabia que poderia fazê-lo mesmo quando não conseguia proteger sequer a mim mesma. perdoe-me se precisei fazer de conta que nunca fomos parte um do outro. e se eu continuar fazendo: respira fundo e vive. contabilizei se você mais curou do que abriu feridas, tive medo de saber o resultado.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
eu sei que dói, que você pensa que desistir é a melhor saída, porque acha que não é forte o suficiente pra levantar e seguir em frente. você pensa que todos te abandonaram quando você mais precisa, mas na verdade uma só pessoa fez isso e é isso que mais dói. talvez porque fosse a única que preenchia o vazio dentro de você, e o pior é que agora parece que esse vazio é muito maior do que era antes, né? acredite eu já passei por isso. o silêncio e a solidão são suas únicas companhias, não é? até porque mesmo se você tiver outras, não vai conseguir se concentrar em nada que tente te distrair dessa dor e desse vazio. seu corpo parece estar sem rumo, assim como a sua mente e o teu coração. seu sangue ferve e tenta suprir todo esse “precisar”. você se tornou extremamente dependente de uma só pessoa, certo? as brigas e as discussões, as lágrimas e palavras ditas da boca pra fora, machucaram, não foi? mas nada se compara com o que está sentindo agora. eu sei disso tudo. sei como termina, sei o quanto dói. quer uma verdade? só vai doer mais e mais. sabe por que? porque ou você só quer uma forma pra parar de doer tanto, ou você quer sentir essa dor, porque é a única forma de sentir que essa pessoa continua de alguma forma dentro de você. mas enquanto pensar na dor, vai doer, pode acreditar. agora eu te digo uma coisa: ela apareceu quando você pensava que tudo estava perdido, não é? quando tinha um vazio dentro de ti. então, o que impede que isso aconteça outra vez? que outra pessoa substitua o vazio e preencha ainda mais o espaço que deixaram em você. mas você tem que querer isso, tem que estar aberto pra tudo. levante, esperar a tempestade não impede que ela se torne pior e passe, ela não passa. você tem que levantar e seguir pra tempos melhores. você consegue, eu consegui, outras pessoas também já conseguiram. confie, porque pelo menos você sabe que não dá pra fugir de si mesmo.
‘’só não impeça que uma escolha anule todos os caminhos.”
não precisa mais me pedir pra estar ao seu lado, vou estar sem você pedir. agora existe um oceano que não é nosso e a gente se perde diante de tanta percepção dolorida de tudo. eu sorrio do outro lado da estrada, sabendo que talvez você nunca mais volte a ser o mesmo. eu aceno da janela da prisão, afirmando que a coisa mais difícil do mundo é essa mão aqui entrelaçar-se à sua. eu tento pensar em mil maneiras, de arrancar esse cartão de memórias implantado dentro do seu peito, sabendo que não quer esquecer. nos despedimos, sem palavra falada pela boca, só uma troca de pesados olhares. pedimos, perdemos. caímos. tentei colocar a carga toda em cima dos ombros e andar de cabeça erguida, como se o nosso laço de amizade segurasse tudo. de fato, segurava. segurava. mas por confiar demais em que você ficaria bem rápido perdi o nó desse laço, olhe onde fomos parar. não sabemos, nos desencontramos. e por acreditarmos que tínhamos todo o tempo do mundo, sendo que só nos restava o coração sem sintonia, o olhar sem pontaria. agora, você sem olhar pros lados indo pro mais longe que pode, com medo..eu vou te ajudar, pode acreditar, ainda preciso de quem me ensinou o que era amizade.
se você chegasse bem de mansinho, escondido nesse seu silêncio encantador, espalhando o cheiro daquele perfume que é o melhor do mundo, sem nenhum som, medindo os passos, sem abrir a boca pra falar que me ama, eu deixaria você morar aqui dentro. se você sentasse ao meu lado no sofá, passasse o braço por cima do meu ombro, escorregasse a cabeça para cheirar minha pele, beijasse bem de leve o meu cabelo, eu ficaria parada e entregaria o que mais tenho de valioso: minha mudez. acredite o meu silêncio é algo precioso, porque quase nunca acontece. eu não o quebraria com minha voz nem o amedrontaria com o meu discurso típico de quem sabe de defender. bastaria ser, bastaria estar. bastaria sentir seu rosto bem perto, nenhum movimento, nenhum gesto brusco. a gente no meio do nada descobrindo que tudo está no meio da gente. a gente no meio de tudo descobrindo que nada importa, além de nós dois.
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