domingo, 4 de setembro de 2011

mas as coisas não passam despercebidas pelo meu olhar - eu vejo você passando por mais que tente se esconder. quando eu amo, eu sou meio neurótica - eu encaro, eu cuido.
"Everything tells me that I am about to make a wrong decision, but making mistakes is just part of life. What does the world want of me? Does it want me to take no risks, to go back to where I came from because I didn’t have the courage to say “yes” to life?"
“

— Paulo Coelho
desculpa se me afastei, talvez fosse melhor assim, ás vezes temos que agir com a razão pra que o coração não sofra no final.
"A gente correu o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar."
“

— O Pequeno Príncipe

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"vai doer hoje, amanhã também, semana que vem um pouco menos... E essa dor com o tempo irá se transformar em saudade, e toda essa saudade vai representar bons momentos, lembranças inesquecíveis que ninguém vai conseguir tirar da memória e principalmente do coraçao"

por enquanto,

 quando eu falar, beije. quando eu olhar, durma. quando eu sambar, sente. quanto eu arder, sopre. quando eu zelar, fuja. quando eu harmonizar, pinte. quando eu ramificar, una. quando eu jejuar, alimente. quando eu leiloar, presenteie. quando eu chorar, seque. quando eu sorrir, preserve. quando eu amar, acredite. quando eu terminar, dure. não seja só por enquanto. quando for por enquanto, mude.
te confesso que não consigo me imaginar mais longe. você diz que eu tenho esse ar engraçado, mas mesmo assim me olhava sem parar. você tem um beijo que me sussurrava sua própria loucura encurralada em meu amor enquanto eu permanecia neutra, muda, receptiva. só gritava quando você decidia ligar o som no volume máximo, sempre teve essa coisa exibida, como se fosse necessidade fisiológica o fato de extravasar. e eu que vivi a vida inteira em calmaria, não queria aceitar sua bobeira. eu reclamava pra não bagunçar meu cabelo e você escutava e não prestava atenção em minhas palavras. vim carregando a promessa de quebrar suas dores, apesar de nunca ter me contado, mas eu li no canto dos seus lábios. você pode virar o que quiser agora, amor, vai logo, esse meu silêncio aqui não é pra você!
eu descobri que o tempo não nos serve e entendi que pode ser divertido contar sua saudade, apesar de agoniante. eu posso não ter dia nem noite, eu posso não ter rosto nem nome. eu descobri tantos enredos de loucura e no final não me acabei, ou porque sabia que você voltaria, ou porque quem perde o medo nunca é visto. eu descobri algo muito maior. tenho umas raízes sólidas e fortes, uma linha imaginária que sai do meu tornozelo até o seu. eu demorei para descobrir, sabe? mas sempre que estava na janela vinham muitos passarinhos coloridos e, cada vez que um abria o bico, eu e minha inconsciência desenhávamos seu corpo e seus cabelos, seus sorrisos e seu anular esquerdo. descobri que você me tornou mágico e límpido de uma forma incondicional. descobri que sua alma ronda meu peito enquanto estou sem fôlego. tem uma coisa aqui dentro que você colocou e essa coisa desfez meu egoísmo, me tornou sóbria e cega ao mesmo tempo. é isso o que chamam de amor? não, isso é basicamente nosso, ninguém mais conhece.
Tem tanta contradição aqui quanto escuro na noite sem lua,
Tem tanta saudade quanto onda na beira do mar,
Tem tanta gente que ainda me fala para ser tua,
Tem tanta besteira que eu não sei como consertar.

viver eu sei, o problema é quando preciso descansar minha cabeça dessa rotina chata. nesses dias em que a vida me arde nas costas o jeito é olhar pela janela. fico esperando a brisa me trazer calma feito folha seca, mas nunca chega. depois esqueço e vou viver de novo. fazer o quê, né?