terça-feira, 14 de dezembro de 2010

tell me that you'll open your eyes



quando eu era pequena, vi pela primeira e última vez meu pai chorar, e eu ali, sentada do lado, sem ter o que falar, sem ter o que fazer. eu era apenas uma criança, e ainda não entendia como era pra ele, perder alguém importante, alguém que infelizmente não fez parte de sua vida quando menor, e estava começando a se aproximar dele, alguém que eu não me lembro, mas já ouvi boas histórias, alguém que nunca não tive a oportunidade de realmente conviver, o pai do meu pai. quando lembro disso, me sinto tão burra, por fazer drama por situações pequenas. não sei se a perda do meu avô desencadeou no meu pai, uma pessoa distante, em toda minha infância, eu sempre participei de tudo, balé, teatro, adorava me apresentar em público, meus olhos ficavam atentos a cada pessoa que entrava na platéia, mas ele nunca chegava... nunca. via ali apenas minha mãe, com um sorriso no rosto, mas eu ali conseguia ver a tristeza nos seus olhos. tive que me acostumar com isso, não poderia fazer nada para mudar, não era por mal, ele apenas não tinha tempo. e eu cresci. minha personalidade cresceu, sabia do certo e do errado, tinha gosto, amava algumas coisas, odiava outras, e tinha ciúmes de muitas. e uma das coisas que eu tenho ciúmes, é meu pai. até que eu me apaixonei. e ali eu soube como o amor dos meu pais era lindo, minha mãe sempre o amou o suficiente pra entender seu trabalho, suas preocupações e sua ausência.  quer saber se você tem coração? apaixonesse, ai quando você descobrir que não pode ter quem se ama, ele vai começar a quebrar. ai você vai descobrir que tinha um coração, mas ele quebrou. o amor não é isso, o amor é MUITO mais que isso. tive que aprender, que nem todos se importam, só porque você se importa. sinceramente, não sei se vou postar esse texto, ou deixar só pra eu ler, se vou mostrar pra alguém ou não, talvez eu exclua ele quando eu terminar como já fiz com tantos...mas se alguém ler, eu quero dizer que eu amei, amei, amei com cada partícula do meu corpo, e do meu antigo coração. e querendo ou não, eu tenho orgulho disso, eu sofri, sim, sofri. mas posso dizer agora que na minha dor, eu não desisti. eu chorei, eu lutei, eu aguentei firme. mas continuei forte. e continuo, por que por mais que eu tente mudar. eu ainda te amo. eu te amei ontem, amo hoje, e te amarei pra sempre. hoje fazem um ano e sete meses. e sabe o melhor disso? eu estou bem, e ainda mais preparada pra virar essa, e muitas outras páginas da minha vida.

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