terça-feira, 17 de maio de 2011
- Eu não entendo você algumas vezes - disse enquanto brincava com meus dedos, entrelaçando-os nos seus. - Só fala de tristeza. Será que você está com algum problema? - levantou uma sobrancelha com ar brincalhão, me fazendo sorrir instantâneamente.
- Seu bobo. - livrei meus dedos de sua prisão, juntei as mãos e sorri. - Não adianta rir, ir em boates todas as noites e cantar aquela música alegre que está na moda, se o coração está machucado. Eu só passei a me aceitar, deixar de me esconder em futilidades e ser apenas quem sou. - fiz uma careta para quebrar a seriedade. - É, sou uma chata.
Soltou um risinho, e assim, sem mais nem menos, segurou minhas mãos com força e olhou bem no fundo dos meus olhos. Como se estivesse lendo cada passo que dei até agora - até aqui.
- Não, você é real. E é exatamente disso que esse mundo louco precisa, de alguém de verdade. De uma pessoa que aceita quem é e, acima de tudo, gosta disso. Você é tudo o que meu mundo precisa.
Por alguns segundos, meu coração se aqueceu com a constatação que havia acabado de ouvir. Meu corpo foi tomado por uma paz que há muito não sentia. Eu estava curada.
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