terça-feira, 28 de junho de 2011


enfim, tomei aquele meu café quentinho e fiquei olhando pela janela aqui tantas pessoas correndo e eu quieta no meu canto. comecei a pensar se você estava correndo também e antes de te ligar até ensaiei algo como “nãoquerviraquimever?”, imaginando que você iria falar que tinha algo muito inadiável e que tentaria vir depois. você mora há sei lá quantos quilômetros daqui… sonho demais, eu sei. quando o café acabou, fui ao telefone e comecei a digitar seu número lentamente, só para me certificar que eu ainda sabia de cor. e eu sabia, perfeitamente. meu coração já comeceu a girar dentro do peito e eu precisei até sentar no braço do sofá. não sei o que aconteceu, mas quando chamou pela primeira vez, eu desliguei. meu coração deu um alerta vermelho e eu desisti. é sempre assim, eu bem sei.

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