sexta-feira, 5 de agosto de 2011
e caio em teus olhos. e isso, em ato, não significa nada. o ruim é que vem depois, bem depois. vou penetrando na saudade que você deixa. então você vem, e fala sobre a vida, sobre a rotina, sobre a tal amiga que sempre te deixa na mão. e eu nem reparo, fico ouvindo o som do vento e pregado em teus olhos. nos teus olhos. no jeito que você fala, como tem dificuldade em pronunciar as palavras de modo lento. nos teus medos. nos teus sentimentos. e me perco neste sem fim-sem-começo. sem tirar, sem virar o rosto, sem sair deste encontro silencioso. pede atenção. mas não dá, não dá pra ficar esperando resto, ficar esperando sua boa vontade. tenho que te olhar mais, prestar atenção nos teus erros. nos teus detalhes. na vida que me dá com uma piscada. na maneira como puxa meu cabelo, e me concentro no teus atos. e vou vivendo um pouco em cada gesto. e vou me afundando um pouco em cada gesto. e vou te amando mais um pouco, em cada gesto, e não consigo sair de você.
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