quarta-feira, 17 de agosto de 2011
já não te peço para lutar por mim. já não espero que você faça o que eu não tenho coragem de fazer. o vazio entre nós me assusta.e u me pergunto se você consegue notá-lo, mas seria praticamente impossível desperceber isso. você também sente medo, não é? tem medo de perceber que consegue seguir sem mim. medo de assumir que falamos muitas mentiras, que estamos finalmente quites. se antes conseguíamos mergulhar completamente em todos os segredos que inventamos em nossa mania de companheirismo, agora não nos tocamos até em abraços, não nos ouvimos até em canções, não nos vemos até em presença. será que toda essa gente que vive uma história de amor, como em um coma profundo, aguenta esperar a urgência passar? e eu, amor? e você? não somos fortes o suficiente para nos aguentarmos. somos farinha do mesmo saco. eu, que agora peguei o costume de beijar sua mão, sei bem que não somos mais desconhecidos que se cumprimentam com um olá. toda palavra que sai de você parece mais um adeus. eu fecho os olhos e seu rosto já não se esconde sob minhas pálpebras. seu coração nunca mais bateu na entonação do meu nome. já não há vitória, não há nada. nem guerra. agora a nossa paz não mais combina, só isso. não parece tão ruim. carrego comigo as lembranças que você deixou. e que você não me carregue, só para garantir. nem dois em um, nenhum para dois. enquanto você não voltar á ser quem eu me apaixonei, não precisa voltar. grata.
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