terça-feira, 4 de outubro de 2011
você era o típico homem que sentia demais e dizia de menos, enquanto eu era a típica menina que sentia demais e falava demais também. você entrou em minha vida à passos lentos, de fininho. e você deixou de se esconder em sua cara de bravo que dizia não-me-importo-com-isso, e passou a usar aquela cara de você-faz-isso-só-pra-implicar que tanto me faz rir e te abraçar dizendo que se não fosse exatamente como sou, não te aguentaria. algumas tardes me pego pensando nos motivos para aceitar sua entrada sem mais nem menos em minha casa. em dias tristes, penso que foi desespero. já nos dias alegres, penso que meu sexto sentido - como sempre - indicou que era alguém especial. mas nos dias em que estás presentes, penso que fora o destino, e nada mais poderia fazer além de permitir entrar na casa que era tua desde muito antes de me conhecer. eu sinto aqueles braços capazes de aquietar minha alma, vejo aqueles olhos que me pedem carinho tão inocentemente, e sinto aquele cheiro capaz de me acelerar o peito, e penso que algo de muito bom fiz nessa vida para encontrar você em meu caminho. de todos os laços rompidos, cartas queimadas, noites de sexta perdida na ânsia de encontrar alguém minimamente perto de sua perfeita imperfeição, você chegou. chegou e me quis. te quis. não precisamos prometer nada demais, nem uma vida maravilhosa ou viagens até a lua, mas nos fizemos sentir que tudo era recíproco, o que por si só, já nos tirava o sono. não fazemos planos todos os dias mas sei que estou em todos os teus, como está nos meus. eu sei que toda a minha lágrima será limpada pelos seus dedos trêmulos de preocupação, assim como sabe que toda sua angústia será sufocada em meu abraço com todo o carinho do mundo. deixamos para o destino decidir o que fazer conosco. enquanto ele pensa, nós nos amamos e nos queremos. você me ensinou da forma mais sorridente e cheia de suspiros que amar é sorrir. e nunca vou esquecer, aquele sábado, no meio da noite, você sem me olhar, de olhos fechados disse ''o que te faz sorrir?'', falei teu nome em voz baixa e sonolenta. senti seu sorriso iluminar o quarto, e soube que era a resposta certa.
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