quinta-feira, 21 de julho de 2011
começamos assim: você brincando de gostar de mim e eu brincando de acreditar. acredito que quase imediatamente tenha te chocado com alguma das minhas frases, ou com o carinho que lhe atribuía. você não sabia por onde começar, e nem eu, afinal eu que tinha me interessado por você antes, então nos oferecemos companhia. uma madrugada estava sem sono, e você se ofereceu pra passá-la comigo, ao celular. nem muitos assuntos tínhamos, nos faltavam coisas em comum. criamos um jeito novo de nos relacionar, passávamos bastante tempo conversando, falávamos sobre uma infinidade de assuntos e eu tinha a impressão de não estarmos dizendo nada um ao outro. o que fazíamos em todo aquele tempo juntos já que não estávamos nos conhecendo? mas você não me cobrava. e em troca eu não te cobrava. eu não te dizia palavras bonitas da boca pra fora e você não fazia por mim aqueles gestos grandiosos que tanto quis de alguém. só o espontâneo, algo quase sempre normal. gostei de você por isso, pela franqueza das tuas limitações. e você gostou de mim pelo excesso de compreensão. nos conhecemos mais, passamos algum tempo juntos, e devo te dizer, te ver mais á fundo me fez ver em você, algo tão bonito...quase filmei! gravei cada sopro de respiração e quando sinto tua falta recorro às imagens arquivadas na memória. “tão bonito”. você me fez achar graça em mim mesma. acho que quebrei a única regra que já tivemos. acho que começamos assim: você gostando de mim em tom de brincadeira, como quem precisa muito ser levado a sério e eu querendo mesmo que fosse tudo verdade… admito!
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