sábado, 9 de julho de 2011

julho passando lentamente, como as batidas de uma música clássica, tão inexistente.

levo meus dias com mais calma do que a maioria das pessoas: de casa pra escola, da escola pra casa, da casa pro treino, do treino pra casa (isso quando dou o ar da minha graça aos treinos de handbol). no máximo um jantarzinho, umas compras na loja de importados aqui de onde moro. e assim sigo, 5 dias por semana, meus fins de semana são um pouco mais agitados, nada muito gritante, só um pouco fora da rotina. mas não se deixe enganar pela minha rotina moderada…sou o tipo de pessoa que fica esperando a oportunidade de transbordar por alguma boa causa. julho começou e me vi completamente sem rumo, afinal os meus 5 dias por semana se tornaram da cama pra cozinha, da cozinha pra sala, da sala pra cama. mas algo, algo me tira de todo esse tédio, uma mensagem, um bilhetinho, qualquer porcaria que seja desde que venha de você. mas ás vezes, esses outros dias da semana me invadem de tal maneira que caio em si, e vejo que eu perdi,  perdi sim um pouco a cabeça, perdi todo o controle. baguncei a minha vida, organizei a tua…depois tirei tudo do lugar novamente. recolhi nos braços o amor que sentias por mim, depois não soube onde guardá-lo… acho que deixei cair alguns pedacinhos. quis cuidar de você como se fosse algo pequeno e frágil, mas confesso que percebo que de pequeno, talvez nem de tamanho você seja mais. você me perdoaria se eu o tivesse esquecido por aí? tenho tido tempo pra pensar nos meus excessos, tanto tempo que hoje em dia nem consigo ver onde foi que de fato acertei. te procurei pra tirar um enorme peso do meu peito, pra voltar a desempenhar tarefas básicas do dia a dia, pra começar a pensar um pouco mais em mim sem você. quis te contar que fui mesmo cruel, que esperei e exigi demais de ti e que, provavelmente, criei expectativas de um amor completamente utópico. perdão, mas acho que nunca soube ao certo como te amar. não soube administrar, dosar, tolerar. não soube entender. todos te veêm como errado não é?! mas a errada sou eu, que não posso ver que está tudo em calmaria que decido bagunçar um pouco, implicar um pouco, me meter um pouco. não se comova. não pense que mudei…não crie a meu respeito as mesmas ilusões que criei sobre você. o amor não é perfeito, e muitos menos quem se ama.

Nenhum comentário:

Postar um comentário