domingo, 3 de julho de 2011
''O contorno do seu corpo ainda está delineado em meu lençol, a marca do seu batom nunca saiu da minha camisa, seu sapato sem par ainda está no meu guarda-roupa. Não vejo a graça que todo mundo vê nessas fotos que você tira, muito menos nesse sorriso forçado que você coloca, tentando convencer a si mesma de que é feliz de bar em bar, passando por todas essas bocas, copos, corpos. Levante essa cabeça, ajeite esse vestido, volte para sua noite composta de erros. Encha o copo, solte o cabelo, dance para tentar afastar a saudade que ficou em meu lugar. Beije quatro, levante os braços e engula o choro que é para não borrar a maquiagem. Ou volte, simplesmente volte. Volte para o espaço da cama que é seu, me lambuze inteiro com o seu batom, jogue fora o sapato sem par e ande descalça pelo meu apartamento. Volte, que eu lhe quero assim perdida, assim sujeira, assim bagunça, assim metade desajeitada que encaixa nos meus braços. Volte que eu lhe aceito assim mentira, assim saudade, assim partida, assim passado. Volte que eu lhe quero aqui comigo, mesmo que o aqui só dure agora.''
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