sexta-feira, 1 de julho de 2011
em minhas partidas, carrego seu gosto em cada parte da lembrança. é como tentar puxar seu sorriso do meio da distância, você é o pedaço bonito perdido na bagunça da minha mala. quando a cidade fica em silêncio, é a sua voz calma que me chama de linda. o mundo é largo, grosso, alto. mas o nosso mundo, ah, esse é do tamanho exato para nós dois. cabe o banco da praça, as flores. e não importa onde eu esteja, cabe sempre o meu cansaço no aconchego dos seus braços, cabe sempre a sua dor de cabeça em meu colo tranquilo. o tempo corre apressado com medo da chuva. o tempo corre enquanto a gente ergue o rosto para o céu e bebe dessa água, e fica com a roupa encharcada, e se aquece num amor eternamente mutável - mas, ainda assim, eterno. vida virou leveza. dança transformou a tristeza. solidão passou a não existir depois que minha memória fixou você.
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